A propósito de São Pedro do Sul esta notícia pareceu-nos bastante interessante...
Portugueses identificam micróbio hiper-resistente a radiações e a desidratação
Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e do Instituto Pasteur (Miroslav Radman) está a eestudar a substância responsável pela máxima protecção contra a desidratação e radiações (ultravioleta e gama) apresentada pelo micróbio Rubrobacter radiotolerans - RSPS4 declarado já pela comunidade científica como o micróbio mais resistente do mundo a radiações.
Descoberto, por cientistas de Coimbra, na zona termal de São Pedro do Sul, distrito de Viseu, este micróbio capaz de resistir aos mais elevados níveis de radiação e desidratação prolongada, teve o seu genoma sequenciado no BIOCANT, em 2007.

Descoberto, por cientistas de Coimbra, na zona termal de São Pedro do Sul, distrito de Viseu, este micróbio capaz de resistir aos mais elevados níveis de radiação e desidratação prolongada, teve o seu genoma sequenciado no BIOCANT, em 2007.
Os estudos que conduziram à descoberta desta bactéria, começaram em 1996, quando um cientista inglês solicitou ao Laboratório de Microbiologia da FCTUC, coordenado pelo Professor Milton Costa, que identificasse um estranho micróbio encontrado num riacho poluído, nas proximidades de uma fábrica de carpetes, em Inglaterra.

Esta extraordinária tolerância pode ser determinante para o desenvolvimento de novas abordagens para o tratamento de várias doenças, como o cancro, e na prevenção do envelhecimento. Os investigadores Milton Costa e Nuno Empadinhas revelam que “se o estudo confirmar que os sistemas antioxidantes e anti-radiações encontrados neste micróbio são os responsáveis pela protecção das proteínas e ADN da bactéria, poderemos pensar no desenvolvimento de novas moléculas para serem co-administradas no tratamento de diversas doenças, nomeadamente do foro oncológico”. Ao nível do envelhecimento, será possível “desenvolver novas fórmulas antioxidantes para protecção contra a acção nefasta dos radicais livres”. Foi, de resto, o elevado potencial para a Biomedicina que levou o Instituto Pasteur a associar-se à investigação.

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